domingo, 11 de maio de 2008

Papo de Esquina inundado pela Alma Suburbana

O público atento; motoristas virando a cabeça para dar uma rápida olhada no filme; descontração; espontaneidade e a presença em massa do Movimento Poemas & Canções, frequentadores assíduos do local, amigos da equipe do filme foram os principais momentos da exibição do Alma Suburbana no Bar Papo de Esquina, na Vila da Penha.







Obrigada a todos pela presença.
Por ora é só,
Até a próxima!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Estação Suburbana na Rayyzes FM

Oi gente o programa vai ao ar de segunda a sexta das 10h as 12h pela Rayyzes Fm, se quiser saber mais acesse o blog: http://www.estacosuburbana.blogspot.com/

E não esqueçam da exibição do Alma Suburbana dia 10/05 as 18h no Papo de Esquina, Vila da Penha: Marco Pólo esquina com a rua da Justiça.

Por ora é só,
Até a proxima.

domingo, 4 de maio de 2008

Programação do cineclube Subúrbio em transe

Fiquem atentos na programação deste mês do cineclube Subúrbio em Transe:

Sábado, 10/05/08, às 18h
CINECLUBE SUBÚRBIO EM TRANSE
Papo de Esquina: Esquina da rua Antônio Estorino com a rua Marco Pólo. Vila da penha
Entrada Franca
"Alma Suburbana", de Luiz Claudio Lima; Hugo Labanca; Leonardo Oliveira; Joana D´arc

Domingo, 11/05/08, às 16h
CINECLUBE SUBÚRBIO EM TRANSE
Evento com Música, Artes Visuais Vídeo e outras manifestações artísticas
2 anos de resistência cultural CASARTI
Lona Cultural João Bosco: Av. São Félix, 601. Vista Alegre
Entrada: 8 reais antecipado
"Meu monitor pifou", de Marcos Damag
“Lentos e carinhosos” de Marcos Damag
“O Subúrbio no trem” de Hugo Labanca
“A porta” de Alunos da Oficina de Vídeo do Núcleo de Arte Grécia
“O Sol e a chuva” de Laura Bezerra Lima
“Arrastão Literário” de Alunos da Oficina de Vídeo do Núcleo de Arte Grécia
“Um plano-seqüência sobre o racismo” de Alunos da Oficina de Vídeo do Núcleo de Arte Grécia
“Saída zero” de Alexandre Ferreira

Sábado, 31/05/08, às 16h
CINECLUBE SUBÚRBIO EM TRANSE
Parceria RIOFILME/ASCINE-RJ
CASARTI: Rua Ponta Porã, 15 sobrado. Vista Alegre.
Entrada Franca
"Nzinga", de Otávio Bezerra

sábado, 3 de maio de 2008

Alma Suburbana no Papo de Esquina


A próxima exibição do documentário Alma Suburbana será no dia 10/05/2008 no Papo de Esquina, que se localiza na esquina das ruas Marco Pólo e Antônio Estorino. Vila da Penha. Horário de início: 18:00.


Contamos com a presença de todos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

As 7 maravilhas da Zona Norte

As 7 maravilhas da Zona Norte já foram eleitas. É só conferir no site http://www.maravilhaszonanorte.com.br/

É bom lembrar que essa inciativa foi de Evando dos Santos, o Pedreiro Literário, que montou uma biblioteca em sua casa e conseguiu finaciamento do BNDES para construir uma nova Biblioteca. Ele simplesmente, contando com apoios fundamentais na confecção do site, na seleção das maravilhas, entre outros, conseguiu chamar atenção para essa área esquecida pelo poder público. Este projeto nos fez ver como a zona norte da cidade é rica. Tomara que a moda peque e outros quinhões da cidade e em torno dela, também divulguem suas maravilhas.

Parabéns para seu Evando e para os moradores da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

domingo, 27 de abril de 2008

Margem

A equipe do filme e a galera do Subúrbio.
A equipe do filme vestindo a camisa do Subúrbio.
Maya Da-Rin, diretora do filme.
Público e equipe do filme.
Elite da Tropa.

Agradecemos a presença de todos no Subúrbio em transe do dia 26/04/2008. A diretora do documentário "Margem" Maya Da-Rin esteve presente juntamente com o Diretor de Fotografia, a Montadora e a Produtora do filme. Acima as fotos. As próximas sessões do Subúrbio em transe serão no dia 10/05/2008 no Papo de esquina com o documentário "Alma Suburbana", no dia 11/05/2008 na Lona Cultural com curtas diversos e no dia 31/05/2008 no na Casarti com a exibição do filme "Nzinga".

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Reflexão quanto a receptividade do público (abril de 2008)

Alma Suburbana, minha primeira reflexão escrita. Digo escrita porque a todo momento que estudo cinema ou revejo o filme me vem novas idéias e teses sobre ele. Minha motivação foi a exibição do último dia 17 na Lona Cultural de Vista Alegre em que mais de 350 pessoas entre professores, estudantes e moradores suburbanos assistiram ao filme.

É claro que não vou criticar ou explicar, isso não é trabalho meu, um dos principais envolvidos com a práxis da obra. Me detenho a analisá-la, tanto dentro como fora da grande tela, porque uma obra cinematográfica só é realmente uma obra quando provoca reação no espectador, se não, é apenas filme e o espectador sai da sala sem nada acrescentado ou a acrescentar nele, e o filme se perde e é dinheiro gasto à toa, como muitos vistos por aí.

O porquê de eu ter dito que na última exibição “professores, estudantes e moradores suburbanos assistiram ao filme” foi um gancho para lhes expor como uma exibição com 350 espectadores que aplaudiram no início e no final do filme converge com as duas exibições feitas numa Universidade respeitável em que dos 20 espectadores que iniciaram cada exibição apenas 8 à 10 assistiram até o final.

Agora, por que na Lona Cultural, um lugar desconfortável, feito para shows e teatro, numa tela pequena de sala de aula, as pessoas gostaram mais que numa sala de cinema de 170 assentos e refrigerada? Por que na Lona Cultural, subúrbio do Rio, onde as pessoas são aparentemente mais pobres, e que são consideradas pelas elites como “a massa” se divertiram e compreenderam o filme e os tais universitários, o futuro intelectual desse país, não compreenderam, ou não se deram o trabalho de ir assistir e assistí-lo por completo?

Existem vários motivos, culturais, sociais, psicológicas... Mas existem dois que eu considero principais e mais evidentes para essa diferença. A primeira é ideológica, conceitual e temática do filme, é a identificação por parte dos suburbanos com o que é mostrado na tela. Quando um personagem diz o que é ser suburbano, o sorriso rapidamente se segue de uma breve reflexão e uma associação com a sua realidade. O samba, a cadeira na calçada, o churrasco, a pelada de fim de semana, o rock da juventude, tudo isso (e mais um pouco) constitui o subúrbio e os diferentes suburbanos, aqueles que não são massa e sim, indivíduos. Isso não acontece com o outro público que não vive essa realidade, que vê todos como um bando de Nanooks, desprezando a forma e rejeitando o conteúdo.

A segunda da qual tinha dito é de âmbito técnico e estético. Não deveria, mas isso explica o porquê de não ter sido do gosto aparentemente apurado daquele público na universidade. Pode não parecer para eles, mas a equipe teve total consciência (e não controle como gostamos de dizer) sobre o filme. O Alma Suburbana é uma obra aberta, que fala do início ao fim e mesmo depois de desligado o projetor. Uma obra livre do academicismo estético-narrativo. O principal alvo de críticas e do que eu mais gosto é a montagem, quando desprezamos o academicismo nós optamos por uma montagem de fragmentação de discursos aparentemente caótica, com muitos cortes secos, perceptíveis devido a impossibilidade de melhor captação sonora, mas que todos esses fragmentos sequem um fio condutor, que não o clássico: tantos minutos para a apresentação, mais tantos de desenvolvimento e conclusão que é de costume e que aprendemos muito bem no curso de cinema.

Outra de suas críticas são a falta de técnica, que aqui se confunde com tecnologia. A utilização de duas câmeras caseiras (que não tem um anel de diafragma), um microfone de mão (sem espuma para minimizar o efeito do vento), e eventualmente um refletor aberto de 1Kw, foram os principais motivos. E eu como diretor de fotografia em nenhum momento poderia culpar os alunos da oficina de audiovisual que participaram do projeto e também pegaram na câmera de ter feito um mau trabalho, porque não foi esse o caso. A questão toda está no fato de dar mais mérito a técnica que ao cinema, cinema não é técnica, não existe técnica. Nas palavras de Glauber Rocha “O cinema não é técnica ou tipos de produção: a questão é sempre de quem o faz, de homens e mulheres”. Não nego os problemas técnicos do filme, sei que eles existem, e são muitos, mas é isso que o enriquece, porque o torna mais suburbano, onde o amor, vida, centenas de problemas que nos entristecem e mais centenas que nos fazem felizes.

Antes de concluir devo frisar que esta analise não foi unânime, dentre a exibição na universidade houve pessoas que gostam e na Lona Cultural muitas pessoas o rejeitaram e saíram muito antes do final. Não há como discutir certas opiniões pessoais, é gosto e acabou. A Alma Suburbana existe, e o Alma Suburbana está para quem quiser ver, um filme de idéias e identidades, feito pelo esforço. De suburbano para suburbano.

Ass.
Leonardo Oliveira